A frase parece dura, mas os números são piores.
Em 2025, até agora, 1.568 mulheres foram assassinadas no Brasil (*Fonte: Retrato dos Feminicídios no Brasil, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública).
Em vez de parabéns, o país precisa de um pacto pela vida.
Porque, para muitas de nós, o maior “presente” seria o direito de continuar existindo.
O Brasil mata uma mulher a cada 6 horas. O feminicídio não é um mero crime passional. É o desfecho de um ciclo de violência que a sociedade ainda tem dificuldade de interromper.
Flores não resolvem o que só a proteção e a justiça podem mudar.
7 em cada 10 VÍTIMAS são mortas DENTRO DE CASA
O lugar que deveria ser o mais seguro é, estatisticamente, o mais perigoso.
O agressor, na maioria das vezes, é alguém quejá disse “eu te amo” enquanto entregava um buquê.
A maioria das vítimas é negra e mãe. A violência tem cor e classe social. O feminicídio no Brasil atinge deforma desproporcional as mulheres negras, deixando um rastro de famílias destruídas e crianças órfãs.
O que pedimos em vez de flores?
- Políticas públicas eficazes.
- Canais de denúncia que funcionem.
- Educação que combata o machismo na raiz.
- Uma sociedade que não se cale diante do “primeiro empurrão”.
A luta feminina não é por uma data no calendário, é pela liberdade de ir e vir sem medo. É pelo direito de encerrar um ciclo sem que isso custe a própria vida.
APOIE A VIDA!
Se você conhece alguma mulher em situação de perigo, não ignore. Disque 180.
O silêncio também mata.